
Pobre beija flor, coração destruído, sentimento partido, mundo corrompido. Em sua longa viajem ele logo a encontrou. Ah! Que amor. Pena tão logo ser esquecido assim. Sua amada era como dia e noite, póstumo sentimento aquele. Agora amargurado segue o nobre pássaro. Coração destruído, sentimento partido, mundo corrompido, AÍ! QUE DOR! O fim agora lhe resta, e a morte se aproxima em alegria e festa. GLÓRIFICA E AMA OS VERMES QUE AGORA TE COMERÃO! Pois estes agora são teus últimos amigos. É triste ver o que restou. Antes nobre beija flor, agora, triste pierrot. “AI QUE DOR!” grita o pobre pierrot. Mal sabes que aquele era apenas o início de tudo, que o fim do beija flor foi uma nova chance, um novo período em sua vida. Agora ele é andarilho distante, palhaço errante, esquecido amante. O pobre em preto e branco segue, aquele que busca o amor com loucura, tentando apagar essa amargura. Anda pierrot, tu não é mais beija flor! Cai, bola, tropeça! Apenas isto que te resta! És agora andarilho, fadado a caminhar. Fadado aos sonhos de quando era beija flor persegui, fadado a em nova chance prosseguir. Deve uma nova estrada achar, a um novo caminho se guiar, a uma nova vida dar gênese. Ênfase nesta tua busca, não tens tempo a perder! Tua chance É curta, pois esta vida é cura. Então não tenha duvida. Arrisque e siga em frente, quem espera de mais ficará só com as cinzas. Corre e monta novo palco, nem que seja como acrobata da dor, rápido pierrot, pois o tempo esta passando e só você esta ai, sem força nem para sorrir. És agora Andarilho distante, vindo de campos esquecidos, pobre pierrot, aquele que foi traído pelo amor.

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