
Texto lido como RPG:
*entre asteriscos é uma ação*
-sussurra
--fala normal
---grita
*-- usando os traços dentro da ação quer dizer que esta falando enquanto pratica algo*
Às vezes eu escrevo, gosto muito de arte. Então escrevi isso. É uma pequena cena que acontece em uma cabana de ciganos. O palhaço viaja pelas colinas e encontra esse tal casal dançando e tocando sozinhos de fronte a uma fogueira. Então a cena começa com o palhaço chegando de surpresa:
*Giovanni Hansford olha para o violinista *--arte pela à arte Sr. a musica de um violinista se encaixa perfeitamente em um belo combate de esgrima... São interessantes os sons agudos do violino. Assemelham-se aos finos porem poderosos ferimentos que um florete pode causar.
Katherino - A arte e a morte são amigas próximas.*A parte inferior de violino abre demonstrando um fuzil. Dá um tiro que passa rente pelos cabelos de Giovanni. Sorriso breve volta a tocar*
Giovanni Hansford tira sua mascara de pierrot, observa a cena encantando, nem mesmo o perigo tão próximo foi capaz de lhe tirar o encanto. Tão bela dança e tão bela musica são raros... Combinação linda... Mas nas mãos das pessoas que estavam a praticar... Mortal
Katherino - Oh quão santa, quão serena. Santo colibri, na capital de Michael subiu. Lá na escócia, onde meu coração perdi. Doces reis a bailar pelos céus. Encantadores, senhores, luares em vossos pelásseis. Ah minha linda, querida, quão doce é seu dançar! Não termina, continua, até o fim do luar. Ah doce colibri
Giovanni Hansford põe novamente sua mascara de pierrot e fala -- teu colibri chora trovador, choras por ver que nas épocas atuais, tão belo sentimento que move tua admiração é tão banalizando. O amor foi esquecido, junto ao teu colibri. A arte? Abandonada aos ratos... Só resta a nós... Chorar... Somos todos pierrots da vida *começa a se afastar enquanto fala* amamos... Mas por amarmos somos esquecidos... Pobre colibri... Até mesmo sua pureza foi perdida...*se afasta mais um pouco, um pouco na frente se senta novamente no chão*--- então trovador... Apenas as lagrimas restam... Junto ao esquecimento e a solidão...
Katherino - Na capital de Michael aqueles homens dançaram. Seus passos perdidos uma festa encenaram. Cabeças redondas caíram sem um nem outro passo. Sangue perdido, amores, sofridos. Na capital de Saint Michael perdi meu coração. E você também, se for digno de ser chamado irmão.
Giovanni Hansford diz: -- ah trovador... Teus sonhos ainda podem mover o mundo. Será eterno arlequim da capital de Saint Michael... Hoje Santos são os pecadores de amanhã... A vida que sempre foi colorida agora é preta e branca como minha triste face... Hoje... As primaveras são mais dolorosas... Teu coração não foi perdido... E sim arrancado... Arrancando por um mundo novo... Cheio de ódio e discórdia... Sentimentos? Hoje são apenas papo furado! Irmão? Quem sabe em outra vida fomos... Hoje apenas lagrimas restam em meus olhos enquanto dos teus ha apenas beleza e arte... Quem sou eu? Triste pierrot... Alguém que amou... Mas hoje... Continua amando... Será possível tal maldição?
Katherino diz: -Ah sim tu foz meu irmão! Então te digo! Não te pense, irmão amado, dessa forma, pois é em vão! Doces luares iluminam a capital e o sol corta os senhores sobre seus edifícios de vil metal. Cada dia mais após o outro teremos mais e mais. Sem nos esgotar, sem parar para pelejar. Cada dia uma pedra a se atirar, cada dia uma pessoa a quebrar. O poder é a resposta e nada sobra depois de terminada essa eterna troça. Se só te atiram pedras! Então tomas! Agora te atiro uma rosa!
Giovanni Hansford diz: -- o poder é a resposta sim, mas que tipo de poder? Vemos irmão matar irmão, e por isso nossas ideologias foram destruídas! Poder é bom, mas não podemos telo! Quem fomos e o que hoje somos? *aponta o dedo para a lagrima q tem em sua mascara* a mim só resta chorar e velar o atual mundo. A ti *aponta para Katherino* ainda é possível sorri enquanto andas com a morte. Meu coração foi destruído, o teu apenas roubado...
Katherino diz: -Meu doce colibri*Vira-se para Aila* - Dança e teus ares encantam. Meu doce anjo a voar pela própria lua. Responde oh vozes responde oh deus, há razão para o mundo ser tão mal? Para irmãos serem assim tão cruéis com seus iguais? Ah cruz da rosa, rosa da cruz, quando despertará o tênue amor da liberdade?
Aila Morfain diz: -- A doce canção das armas em mãos, formando os passos da delicadeza dos dedos aos olhos, o tempo desenha com o vento vindo do norte, podendo trazer uma grande sorte da vida que corre em meio às veias sem perder a dor da terrível surpresa de estar longe do fogo e do frio, da morte ao suspiro do sangue cingido de um amor escondido. Vejo de um lado um meu eterno amor. Um doce violinista que tomas meu coração enquanto brinco com sua alma. Do outro lado seu triste irmão que choras pelo mundo sem sentimentos! O que posso fazer ó deus! Querias que a vida fosse tão bela quanto antigamente. Que no pobre pierrot ainda existisse um sorriso, e no meu amado ainda houve-se humanidade.
Giovanni Hansford diz: --corres enquanto ainda ha tempo meu irmão! Teu colibri ainda esta ai. Agarra-o, mas não o prende. Ama-o, mas não o sufoca. Mostre o quanto sentimentos ainda são reais. O quanto ainda existimos... E aos hipócritas que pensam ter nos eliminado... Usa teu poder para puni-los... Que teu fogo seja o fogo da justiça. Sangue do meu sangue... Vinga-me... Depois... Apenas foges com teu colibri, eu já me perdi, minha alma não é mais minha! Só me restam lagrimas colibri! Pois coração não tenho mais! Roubaste o coração do meu irmão! O meu foi destruído pelos meus algozes! Então fujam! É isso que os peço! Vivam por mim! Vivam! Façam justiça aos sentimentos e minha pobre existência! Usem seus dons para poder mostrar a esses hipócritas que ainda existimos!
Katherino: *Para de tocar e se aproxima de Aila* e diz: - Não há liberdade maior do que aquela de estar com você, meu doce colibri. Pega em minha mão e vamos juntos mostrar a esse mundo como os sentimentos do meu irmão ainda são reais, nossos sentimentos. Venhas... Meu eterno amor. Meu único e eterno amor. Tão perfeito quanto o próprio criador. Meu doce amor. Amor que para sempre velarei e cuidarei. Zelarei e protegerei. Amor que para sempre carregarei em meu peito do lado esquerdo. Dessa forma é preferível minha morte a o fim. Juro agora que para sempre estarei contigo. Nem que seja como um mero segurança. Se for para ser o chão que tu pisas... serei com todo o prazer do mundo. Pois eu te amo. Meu eterno amor. *Coloca o violino sobre suas costas e anda para o por do sol pegando na mão de Aila*
Giovanni Hansford levanta-se e ajusta sua mascara de pierrot -- adeus família... Meu algoz se aproxima... Não quero este perto de vocês-- sai enquanto o sol se põe... --prazer lhes conhecer... Eterna família—
Aila Morfain olhando pela janela esperando o brilho do luar enquanto sorri feliz parar Giovanni Hansford...tão feliz foi o encontro daqueles ali presentes... tão feliz foi a partida... Pena que o triste pierrot, nunca mais poderá velar por esse mundo... Aquele era apenas mais uma alma triste... Que já esperava seu fim há alguns dias sem paz... Naquele segundo... o pierrot achou sua paz. O violinista agarrado a mão de sua amada desapareceu, dizem que os dois eram apenas lenda... Dizem que os dois eram apenas loucos... Mas no fim... Eles sabiam... Eram sonhadores. E como tudo tem fim, este aqui se apresenta.
Sou o triste Hansford, sou o assassino sentimental katherino e sou sua ingênua amada Aila Morfain. Mas como no tal fim que apresentei, eu sou o homem que aqui escreveu algumas palavras... Apenas sentimentos que poucos entenderiam. Sou o homem que acima de tudo ama uma mulher.

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