Saltimbanco colorido, o fim prometido:


Sou Andarilho distante, vindo de campos esquecidos. Busco o sentimento perdido dentro de mim, aquele levado por ti. Em minha fé encontrei força para te achar, em meu desejo, eu me permiti te amar. Vi assim que meu sonho não era apenas ilusão, que minha nova chance não foi em vão. Em minha andança eu te achei, e a este pobre beija flor, nobre paz eu dei. Perdido dentro de ti eu ainda não me encontrei, mas sei que na estrada certa Ca estou, pois agora transbordo amor. Beija flor de campos esquecidos eu fui. Agora sou andarilho distante, sonhador errante neste mundo intrigante, palhaço preto e branco, acrobata da dor, triste pierrot. Em busca de sentimento perdido parti, e aos poucos me perdi. Agora aqui estou eu, sorrindo novamente, feliz e contente, pois agora em ti me encontrei, sei que só não mais estarei. Sou agora saltimbanco alegre, colorido e transbordando em cores, acredito novamente em AMORES! E com amor infinito eu vou, com emoção, fogo e todo louvor sigo nesta estrada feita de sentimentos, e meu coração esta transbordando amor. VIVA! ESTE É UM CORAÇÃO DE BEIJA FLOR. E uma certeza eu tenho em minha consciência, que enobrecido por teu sentimento eu continuo sem abrir mão de minha luta, sem me entregar ou relutar, permitindo-me novamente amar. E a este pobre andarilho paz foi dada, agora com voz de anjo tu me abraças e assim tenho a certeza que nada nunca mais irá nos separar, pois a tua caravana permitiste a mim adentrar, permitiste a mim montar meu circo em teu coração, alegrar tua alma com a minha emoção, amar-te como um vulcão. Fui andarilho distante, em minha fé encontrei força para te achar, em minha fé me permiti lhe amar. Agora me vejo aqui, junto a ti, sou agora acrobata do amor, saltimbanco colorido, não mais triste pierrot. Tenho caravana, musica e emoção, e além de tudo, uma nova paixão.

O pobre Pierrot, realidade da dor:


Pobre beija flor, coração destruído, sentimento partido, mundo corrompido. Em sua longa viajem ele logo a encontrou. Ah! Que amor. Pena tão logo ser esquecido assim. Sua amada era como dia e noite, póstumo sentimento aquele. Agora amargurado segue o nobre pássaro. Coração destruído, sentimento partido, mundo corrompido, AÍ! QUE DOR! O fim agora lhe resta, e a morte se aproxima em alegria e festa. GLÓRIFICA E AMA OS VERMES QUE AGORA TE COMERÃO! Pois estes agora são teus últimos amigos. É triste ver o que restou. Antes nobre beija flor, agora, triste pierrot. “AI QUE DOR!” grita o pobre pierrot. Mal sabes que aquele era apenas o início de tudo, que o fim do beija flor foi uma nova chance, um novo período em sua vida. Agora ele é andarilho distante, palhaço errante, esquecido amante. O pobre em preto e branco segue, aquele que busca o amor com loucura, tentando apagar essa amargura. Anda pierrot, tu não é mais beija flor! Cai, bola, tropeça! Apenas isto que te resta! És agora andarilho, fadado a caminhar. Fadado aos sonhos de quando era beija flor persegui, fadado a em nova chance prosseguir. Deve uma nova estrada achar, a um novo caminho se guiar, a uma nova vida dar gênese. Ênfase nesta tua busca, não tens tempo a perder! Tua chance É curta, pois esta vida é cura. Então não tenha duvida. Arrisque e siga em frente, quem espera de mais ficará só com as cinzas. Corre e monta novo palco, nem que seja como acrobata da dor, rápido pierrot, pois o tempo esta passando e só você esta ai, sem força nem para sorrir. És agora Andarilho distante, vindo de campos esquecidos, pobre pierrot, aquele que foi traído pelo amor.

O nobre beija flor, triste ilusão:


Sou triste beija flor, andarilho de campos esquecidos. Evidencio falta, falta que tu me faz, falta que não quero sentir mais. Mas não te enganes, isto não me dói mais, pois a este coração foi feita nobre revelação, sobre dias em que para sempre estaremos em amorosa união. Fortalecer tua lembrança me faz bem, instigar a saudade é provocar-me a ir muito mais além. Viver esta paixão é fogo, sonho e pura emoção. Em teus lábios e curvas me perder, em teu seio adormecer. Em cada linha e a cada poro, simplesmente te adoro, adoro, ADORO. Sou triste beija flor, mas minha tristeza não apaga de meu peito tua beleza. Minha fé me motiva a te querer sempre mais. Meu desejo é saudade, combustível para te amar mais e mais. Nestes teus cabelos negros me enrolar e a esta emoção para sempre me entregar. Vem dar paz a este coração, não agüento mais esperar, estou perdido nesta vasta solidão. Vem, volta logo, pois até em teus pequenos ruídos sonoros, simplesmente te adoro, adoro, adoro.

O caminho do sonhador


Texto lido como RPG:
*entre asteriscos é uma ação*
-sussurra
--fala normal
---grita
*-- usando os traços dentro da ação quer dizer que esta falando enquanto pratica algo*

Às vezes eu escrevo, gosto muito de arte. Então escrevi isso. É uma pequena cena que acontece em uma cabana de ciganos. O palhaço viaja pelas colinas e encontra esse tal casal dançando e tocando sozinhos de fronte a uma fogueira. Então a cena começa com o palhaço chegando de surpresa:

*Giovanni Hansford olha para o violinista *--arte pela à arte Sr. a musica de um violinista se encaixa perfeitamente em um belo combate de esgrima... São interessantes os sons agudos do violino. Assemelham-se aos finos porem poderosos ferimentos que um florete pode causar.


Katherino - A arte e a morte são amigas próximas.*A parte inferior de violino abre demonstrando um fuzil. Dá um tiro que passa rente pelos cabelos de Giovanni. Sorriso breve volta a tocar*

Giovanni Hansford tira sua mascara de pierrot, observa a cena encantando, nem mesmo o perigo tão próximo foi capaz de lhe tirar o encanto. Tão bela dança e tão bela musica são raros... Combinação linda... Mas nas mãos das pessoas que estavam a praticar... Mortal

Katherino - Oh quão santa, quão serena. Santo colibri, na capital de Michael subiu. Lá na escócia, onde meu coração perdi. Doces reis a bailar pelos céus. Encantadores, senhores, luares em vossos pelásseis. Ah minha linda, querida, quão doce é seu dançar! Não termina, continua, até o fim do luar. Ah doce colibri

Giovanni Hansford põe novamente sua mascara de pierrot e fala -- teu colibri chora trovador, choras por ver que nas épocas atuais, tão belo sentimento que move tua admiração é tão banalizando. O amor foi esquecido, junto ao teu colibri. A arte? Abandonada aos ratos... Só resta a nós... Chorar... Somos todos pierrots da vida *começa a se afastar enquanto fala* amamos... Mas por amarmos somos esquecidos... Pobre colibri... Até mesmo sua pureza foi perdida...*se afasta mais um pouco, um pouco na frente se senta novamente no chão*--- então trovador... Apenas as lagrimas restam... Junto ao esquecimento e a solidão...

Katherino - Na capital de Michael aqueles homens dançaram. Seus passos perdidos uma festa encenaram. Cabeças redondas caíram sem um nem outro passo. Sangue perdido, amores, sofridos. Na capital de Saint Michael perdi meu coração. E você também, se for digno de ser chamado irmão.

Giovanni Hansford diz: -- ah trovador... Teus sonhos ainda podem mover o mundo. Será eterno arlequim da capital de Saint Michael... Hoje Santos são os pecadores de amanhã... A vida que sempre foi colorida agora é preta e branca como minha triste face... Hoje... As primaveras são mais dolorosas... Teu coração não foi perdido... E sim arrancado... Arrancando por um mundo novo... Cheio de ódio e discórdia... Sentimentos? Hoje são apenas papo furado! Irmão? Quem sabe em outra vida fomos... Hoje apenas lagrimas restam em meus olhos enquanto dos teus ha apenas beleza e arte... Quem sou eu? Triste pierrot... Alguém que amou... Mas hoje... Continua amando... Será possível tal maldição?

Katherino diz: -Ah sim tu foz meu irmão! Então te digo! Não te pense, irmão amado, dessa forma, pois é em vão! Doces luares iluminam a capital e o sol corta os senhores sobre seus edifícios de vil metal. Cada dia mais após o outro teremos mais e mais. Sem nos esgotar, sem parar para pelejar. Cada dia uma pedra a se atirar, cada dia uma pessoa a quebrar. O poder é a resposta e nada sobra depois de terminada essa eterna troça. Se só te atiram pedras! Então tomas! Agora te atiro uma rosa!

Giovanni Hansford diz: -- o poder é a resposta sim, mas que tipo de poder? Vemos irmão matar irmão, e por isso nossas ideologias foram destruídas! Poder é bom, mas não podemos telo! Quem fomos e o que hoje somos? *aponta o dedo para a lagrima q tem em sua mascara* a mim só resta chorar e velar o atual mundo. A ti *aponta para Katherino* ainda é possível sorri enquanto andas com a morte. Meu coração foi destruído, o teu apenas roubado...

Katherino diz: -Meu doce colibri*Vira-se para Aila* - Dança e teus ares encantam. Meu doce anjo a voar pela própria lua. Responde oh vozes responde oh deus, há razão para o mundo ser tão mal? Para irmãos serem assim tão cruéis com seus iguais? Ah cruz da rosa, rosa da cruz, quando despertará o tênue amor da liberdade?

Aila Morfain diz: -- A doce canção das armas em mãos, formando os passos da delicadeza dos dedos aos olhos, o tempo desenha com o vento vindo do norte, podendo trazer uma grande sorte da vida que corre em meio às veias sem perder a dor da terrível surpresa de estar longe do fogo e do frio, da morte ao suspiro do sangue cingido de um amor escondido. Vejo de um lado um meu eterno amor. Um doce violinista que tomas meu coração enquanto brinco com sua alma. Do outro lado seu triste irmão que choras pelo mundo sem sentimentos! O que posso fazer ó deus! Querias que a vida fosse tão bela quanto antigamente. Que no pobre pierrot ainda existisse um sorriso, e no meu amado ainda houve-se humanidade.

Giovanni Hansford diz: --corres enquanto ainda ha tempo meu irmão! Teu colibri ainda esta ai. Agarra-o, mas não o prende. Ama-o, mas não o sufoca. Mostre o quanto sentimentos ainda são reais. O quanto ainda existimos... E aos hipócritas que pensam ter nos eliminado... Usa teu poder para puni-los... Que teu fogo seja o fogo da justiça. Sangue do meu sangue... Vinga-me... Depois... Apenas foges com teu colibri, eu já me perdi, minha alma não é mais minha! Só me restam lagrimas colibri! Pois coração não tenho mais! Roubaste o coração do meu irmão! O meu foi destruído pelos meus algozes! Então fujam! É isso que os peço! Vivam por mim! Vivam! Façam justiça aos sentimentos e minha pobre existência! Usem seus dons para poder mostrar a esses hipócritas que ainda existimos!

Katherino: *Para de tocar e se aproxima de Aila* e diz: - Não há liberdade maior do que aquela de estar com você, meu doce colibri. Pega em minha mão e vamos juntos mostrar a esse mundo como os sentimentos do meu irmão ainda são reais, nossos sentimentos. Venhas... Meu eterno amor. Meu único e eterno amor. Tão perfeito quanto o próprio criador. Meu doce amor. Amor que para sempre velarei e cuidarei. Zelarei e protegerei. Amor que para sempre carregarei em meu peito do lado esquerdo. Dessa forma é preferível minha morte a o fim. Juro agora que para sempre estarei contigo. Nem que seja como um mero segurança. Se for para ser o chão que tu pisas... serei com todo o prazer do mundo. Pois eu te amo. Meu eterno amor. *Coloca o violino sobre suas costas e anda para o por do sol pegando na mão de Aila*

Giovanni Hansford levanta-se e ajusta sua mascara de pierrot -- adeus família... Meu algoz se aproxima... Não quero este perto de vocês-- sai enquanto o sol se põe... --prazer lhes conhecer... Eterna família—

Aila Morfain olhando pela janela esperando o brilho do luar enquanto sorri feliz parar Giovanni Hansford...tão feliz foi o encontro daqueles ali presentes... tão feliz foi a partida... Pena que o triste pierrot, nunca mais poderá velar por esse mundo... Aquele era apenas mais uma alma triste... Que já esperava seu fim há alguns dias sem paz... Naquele segundo... o pierrot achou sua paz. O violinista agarrado a mão de sua amada desapareceu, dizem que os dois eram apenas lenda... Dizem que os dois eram apenas loucos... Mas no fim... Eles sabiam... Eram sonhadores. E como tudo tem fim, este aqui se apresenta.


Sou o triste Hansford, sou o assassino sentimental katherino e sou sua ingênua amada Aila Morfain. Mas como no tal fim que apresentei, eu sou o homem que aqui escreveu algumas palavras... Apenas sentimentos que poucos entenderiam. Sou o homem que acima de tudo ama uma mulher.

A magia do amor


Como uma besta eu rastejei entre cobras e lagartos. Demônios virulentos e sanguinários riam de minha decadência. Procurava algo que não sabia explicar o que era, seguia na solidão de uma nova era. Procurava algo que me completasse, algo que me tornasse humano novamente. Esperei , gritei, chorei e até um fim prematuro eu tentei, livrar-me daquele sofrimento sem fim chegará ao extremo. Aos poucos perdia a fé, minha busca parecia ser vã. Sei apenas que por muito tempo fiz isso, gritei, chorei, esperei. Então um dia a vi, em noite fria a mirar em mim, a mais perfeita criação do iluminado. Minhas ânsias malignas podiam até sentir o sangue pulsar naquelas veias. Meu corpo estremeceu, mas não com vontade maligna ou mesmo com obscura tentação. Será? Será que em um mero ser como aquele estaria à resposta, a solução para a o fim de toda a minha dor? Como eu, ser da noite eterna, forjado em sofrimento e pestilências, que abandonou a própria humanidade e sonhos para não sentir mais dor no coração poderia estar assim? No inicio pensei em apenas fugir, aquilo era estranho, eu temia, não queria aquilo, pois sabia que estaria arriscando minha existência oca. Por poucos instantes ainda resisti, não aceitava que o fim daquela época negra estava a chegar, estava feliz por isso, mas também temia a mudança em mim. No fim, aceitei a realidade em minha frente, realmente ali era o anjo que veio salvar este ser decadente. Nos braços daquele ser deitei-me. Fiz-me gente novamente. Deitei e lá permaneci. Era algo que a muito não sentia que nem lembrava como era a sensação, não lembrava porque tinha destruído em mim qualquer recordação, desfiz e destruí meu próprio coração. Meus olhos viam o relógio, observavam que o tempo passava e o amanhecer chegava. Mirei em seus olhar, jurei-lhe amor eterno. Abri a janela, mas não me levantei nem fugi. Deixei que o sol me consumisse. Preferia terminar a noite ali. Nos braços dela. Mas terminar de forma feliz. Terminar de forma humana. Terminar amando. Naquela noite minha existência noturna, de dor e ódio, teve um fim e voltei a ser humano. Escolhi ver minha vida passar e minha velhice chegar, mas terminar meus dias ao lado daquela mulher. Naquela noite achei minha resposta e um novo caminho a seguir, decidi aceitar a redenção e saber que aquele era o reinicio de minha missão na terra. Naquela noite vi a maior prova do amor eterno de deus e vi seu anjo de luz mudar minha vida. Seu nome esta gravado em minha alma. Seu nome é AMOR, que encarnou entre os vivos para me trazer felicidade e reavivar minha humanidade. E nesta encarnação este anjo me trouxe a redenção, trouxe-me vida e esperança, seu nome ainda não sei. E a esta pessoa eu digo, não importa quando eu erre, saiba que estarei apenas lutando para acertar, sou fraco e pequeno, muitas vezes talvez eu vá a magoar, mas saiba que estou sempre tentando acertar, nunca quero a decepcionar, pois este é o único ser que realmente eu me permiti amar.

Sussurros de algo que não se pode ver


Saudade é coisa maldosa e cruel, geralmente pensamos desta forma. Mas eu vejo a saudade como uma dor gostosa, algo que nos mostra o quanto agente ama aquela pessoa, sim, pessoa, pois o sentimento primordial de amor só é digno a pessoas e não a coisas. Só de ficar um segundo longe de ti quase morro de saudades, chegando a muitas vezes ficar até com o pé na cova e o pescoço na lamina. Sei que o tempo corre e a vida é uma vicissitude cruel que muitas vezes nos leva direto ao fim. Mas não te preocupa, pois vamos ficar sempre juntos, pois creio que tua vontade e força são tão inarráveis e titânicas quanto as minhas. Tua presença vai estar sempre no meu coração, e isso é a renovação de minha fé e esperança. Cada momento vai será único em minha existência, marcado como brasa e vivo como água corrente. Eu te amo e nada nunca irá te tirar de mim, nunca permitirei que algo te afaste de mim, de meu coração, você nunca irá me perder. Lembra-te sempre de que o que nos une é amor verdadeiro, e isso nada consegue diluir ou ofuscar. A distancia e as pequenas barreiras, ou mesmo as grandes, nunca vão destruir ou modificar o que sinto por ti, por isso meu amor, pare de ser pessimista por que eu te amo! Você pra mim é tudo! Por ti percorreria as maiores distancias e esperaria durante as mais imensuráveis épocas. Eu te amo e nada mudaria isso, mesmo eu estando aqui do outro lado, onde não se pode ver ou tocar, mesmo que minha presença não seja mais a mesma de quando eu ainda estava entre vós. Mesmo neste estado, é impossível deixar de existir esse sentimento, pois amor verdadeiro, nem mesmo o fim põe e impõe fim. Eu a amo, mesmo estando aqui, do outro lado.

abcDeF


Quando olhei bem nos olhos seus e nos músculos exaustos do teu pensamento encontrei o amor de um ser esplêndido, marcado a ferro e fogo como em carne viva, mas que a dor não é fonte viva de seu sofrimento, me arrastei entre os teus cabelos e a qualquer preço te adorando só para provar que meu é seu, e tudo o que chamo com significados lógicos e mágicos entre uma voz nua e crua, tão grande mar se torna como uma pequena fonte de primavera com cheiro de um ser que ao tropeçar flutua por cima dos náufragos no jardim do amor... E como se fosse lógico, qualquer alfabeto flácido se põe a descansar e a observar que a contramão das palavras nada é perto do chão verdadeiro que pisamos ao sorrir e ao deixar existir o que não se define nessa tão magnífica existência, e como se fosse a primavera, deixo as flores abrirem entre teus lábios como um belo sorriso teu; isso eu não posso vender, mas quanto você vai pagar sem saber q os diamantes rolam no chão e o ouro vira poeira em outra realidade menos morta, não valendo nem uma ponta da sombra do nosso amor. Ou então como tentar falar sobre a intensidade do poder das coisas quando elas estão direcionadas de tal forma para as nossas vidas que coincidências entrelaçadas pela sintonia do destino tinham de ser só pra você, universalmente um afeto açucarado, aquele que a gente não vê nem limita entre mistérios difíceis que se tornam todos convencionalmente compreensíveis. E tão linda de se admirar como tentar entender ou definir o sonho noturno de um transeunte que acertou o caminho e se perdeu no coração corado como um botão de uma flor de fogo congelado ao brilhar como o sol do inverno ao meio dia. Viva à alegria, a dor não presta e a lua poderá iluminar nossa vida bela, o sol clareará sua estrada e as belezas se multiplicam em meio as ondas do tempo, pra quem sabe olhar, a flor também floresce com o mesmo sol que sem razão, hoje me faz lembrar de você, sabendo que se deu porque era você, como duas pessoas encarnadas em um só retrato natural do eu que nunca nos deixa descansar das majestades divinas, distintas da trégua que baila, seduz e escolhe olhares debaixo do nosso cotidiano, porém meus olhos infantis deveras sentem que nunca deixariam adentrar nessa mente que presentemente representa muito pra mim. Eu não sei se você sabe que fez algo cantar no meu peito, e quando meu coração fez um cortejo que naquele tempo andava tão longe de existir, eis que do nada ela aparece, crucial momento eternizado em estranhas e cintilantes ruas enveredadas em mil direções, todos passos perdidos eram meus, tão gloriosa visão não aconteceria duas vezes no mesmo lugar, surrealmente verdadeiro, fazendo mover um universo inteiro, e que seres supremos intercedem como incompreensíveis fatos. Pense que eu cheguei de leve e sei que seu caminho amanhã será tudo de bom, mas não me leve a mal, só me leve para andar por aí, no seu coração nem que seja em um só pedaço, meu passo é menos que o espaço do sol e o sempre do teu corpo em movimento, e como a imaginação da noite em que a lua se apaga para o sol raiar é certa, a serpentina do novo dia também faz parte do arco-íris que me faz sorrir por amar alguém como você.


(por François Crisostomo para sua amada Débora.)