
Quando olhei bem nos olhos seus e nos músculos exaustos do teu pensamento encontrei o amor de um ser esplêndido, marcado a ferro e fogo como em carne viva, mas que a dor não é fonte viva de seu sofrimento, me arrastei entre os teus cabelos e a qualquer preço te adorando só para provar que meu é seu, e tudo o que chamo com significados lógicos e mágicos entre uma voz nua e crua, tão grande mar se torna como uma pequena fonte de primavera com cheiro de um ser que ao tropeçar flutua por cima dos náufragos no jardim do amor... E como se fosse lógico, qualquer alfabeto flácido se põe a descansar e a observar que a contramão das palavras nada é perto do chão verdadeiro que pisamos ao sorrir e ao deixar existir o que não se define nessa tão magnífica existência, e como se fosse a primavera, deixo as flores abrirem entre teus lábios como um belo sorriso teu; isso eu não posso vender, mas quanto você vai pagar sem saber q os diamantes rolam no chão e o ouro vira poeira em outra realidade menos morta, não valendo nem uma ponta da sombra do nosso amor. Ou então como tentar falar sobre a intensidade do poder das coisas quando elas estão direcionadas de tal forma para as nossas vidas que coincidências entrelaçadas pela sintonia do destino tinham de ser só pra você, universalmente um afeto açucarado, aquele que a gente não vê nem limita entre mistérios difíceis que se tornam todos convencionalmente compreensíveis. E tão linda de se admirar como tentar entender ou definir o sonho noturno de um transeunte que acertou o caminho e se perdeu no coração corado como um botão de uma flor de fogo congelado ao brilhar como o sol do inverno ao meio dia. Viva à alegria, a dor não presta e a lua poderá iluminar nossa vida bela, o sol clareará sua estrada e as belezas se multiplicam em meio as ondas do tempo, pra quem sabe olhar, a flor também floresce com o mesmo sol que sem razão, hoje me faz lembrar de você, sabendo que se deu porque era você, como duas pessoas encarnadas em um só retrato natural do eu que nunca nos deixa descansar das majestades divinas, distintas da trégua que baila, seduz e escolhe olhares debaixo do nosso cotidiano, porém meus olhos infantis deveras sentem que nunca deixariam adentrar nessa mente que presentemente representa muito pra mim. Eu não sei se você sabe que fez algo cantar no meu peito, e quando meu coração fez um cortejo que naquele tempo andava tão longe de existir, eis que do nada ela aparece, crucial momento eternizado em estranhas e cintilantes ruas enveredadas em mil direções, todos passos perdidos eram meus, tão gloriosa visão não aconteceria duas vezes no mesmo lugar, surrealmente verdadeiro, fazendo mover um universo inteiro, e que seres supremos intercedem como incompreensíveis fatos. Pense que eu cheguei de leve e sei que seu caminho amanhã será tudo de bom, mas não me leve a mal, só me leve para andar por aí, no seu coração nem que seja em um só pedaço, meu passo é menos que o espaço do sol e o sempre do teu corpo em movimento, e como a imaginação da noite em que a lua se apaga para o sol raiar é certa, a serpentina do novo dia também faz parte do arco-íris que me faz sorrir por amar alguém como você.
(por François Crisostomo para sua amada Débora.)

Nenhum comentário:
Postar um comentário